MODELOS MATEMÁTICOS EM HIDROLOGIA
Os modelos matemáticos hidrológicos representam uma classe de ferramentas criadas na hidrologia que se desenvolveram de forma significativa nos últimos 50 anos. A evolução dos modelos seguiu uma rota estreita com o desenvolvimento dos computadores, na sua primeira fase do main frame, quando os modelos eram de acesso restrito, juntamente com estas máquinas e, depois com o microcomputador que aumentou e redirecionou certos usos. No entanto, ficou marcante o avanço dos modelos com a entrada da fase do geoprocessamento e do sensoriamento remoto na evolução dos modelos distribuídos e a representação da diversidade física da bacia hidrográfica.
Olhando por outro ângulo, os modelos evoluíram também procurando atender a demanda da sociedade e dos próprios pesquisadores. Inicialmente o impulso veio dos engenheiros que necessitavam dimensionar obras para o desenvolvimento de uma infra-estrutura (abastecimento, drenagem, hidrelétricas, irrigação, navegação,etc). Depois nos anos 80 com a evolução do controle do impacto ambiental, quando era necessário avaliar o impacto sobre ambientes como banhados, desmatamento sobre bacias hidrográficas, erosão de áreas agrícolas transporte de pesticidas, qualidade do pluvial de áreas urbanas. O modelo deixou de ser quantitativo sobre apenas uma variável (a vazão), para representar outros processos que envolvem vários componentes inter-relacionados com o escoamento.
A natureza dentro de sua complexidade interativa mostra que todos os processos que ocorrem na bacia hidrográfica produzem alterações ou impactos na água que escoa nos rios e lagos. Compreender os processos na bacia hidrográfica é essencial para dar respostas aos diferentes usos e sustentabilidade da população.
Os modelos nasceram dentro da necessidade de dar resposta as diferentes questões práticas e científicas. Inicialmente explicando componentes da relação precipitação-vazão como a infiltração, o escoamento em rios, entre outros, para depois buscar integrar os diferentes componentes causais da natureza e dos fatores antrópicos.
Conceitualmente o desafio sempre foi muito grande devido a vários fatores como os seguintes:
(a) como representar um processo que observamos a nível pontual, para uma escala espacial de milhares de quilômetros quadrados?
(b) como representar a irregularidade da natureza na forma de variáveis e parâmetros que representem de forma adequada os principais processos quantitativos e qualitativos?
(c) como diminuir a incerteza das estimativas das variáveis hidrológicas e dos parâmetros de vários sub-modelos, quando existem apenas a variável observada de entrada (precipitação e evapotranspiração) e de saída (vazão ou nível) de uma bacia?
(d) como amostrar elementos da bacia que permita avaliar o comportamento hidrológico a partir de visita ao campo (como outras ciências fazem)?
Muitos destes desafios ficarão por muito tempo para serem decifrados, dentro da busca do hidrólogo de, a partir de observações das características físicas da bacia, poder responder seu funcionamento, conhecendo a sua entrada.
DOIS ANOS DE BLOG
Esta semana estamos completando dois anos de blog > 100 matérias e abaixo o gráfico de entradas deste ano, mostrando uma entrada de 1000 a 1500 por semana. Obrigado pela confiança. Mande seus comentários.



